Novo sistema permite mapa diário da poluição mundial

Cientistas holandeses estão elaborando mapas mostrando a poluição na Europa e outras regiões do planeta com um novo sistema que observa a troposfera, a parte mais baixa da atmosfera.O Instrumento de Monitoramento de Ozônio (Omi), um equipamento de fabricação holandesa e finlandesa, e outros equipamentos do satélite Aura poderão elaborar uma análise diária da qualidade do ar no mundo.Os mapas de poluição, que poderão dar detalhes em cada cidade, serão usados para identificar locais com problemas mais graves."Esta é a primeira vez que somos capazes de acompanhar a poluição no mundo todo, diariamente", disse a cientista Pieternel Levelt, do Instituto Real Holandês de Meteorologia, que é o principal investigador do Omi."(Os mapas) vão nos ajudar a entender como a poluição é formada e de onde vem, quais são suas fontes; onde vai. Tudo isso nos ajuda a entender a química envolvida e é importante se nós quisermos checar nossos modelos", acrescentou.Dióxido de nitrogênioLevelt anunciou o projeto na Reunião de Outono da União Americana de Geofísica (AGU), em São Francisco, Estados Unidos. A equipe da cientista apresentou mapas que estão sendo desenvolvidos para detectar dióxido de nitrogênio (NO2).O gás, que vem de escapamentos de veículos, usinas elétricas e da indústria, é um importante precursor na produção de ozônio ao nível do chão, parte da poluição fotoquímica que pode deteriorar o ar na cidade, principalmente no verão.Seguindo o desenvolvimento e a disseminação do NO2, o sistema Omi poderá ser usado para ajudar nas previsões de onde o problema de atmosfera poderá se desenvolver e também identificar locais onde o problema é mais grave.Um dos mapas, apresentado em São Francisco, que reuniu informações de maio a setembro de 2005, mostrou emissões altas em algumas cidades européias, em particular sobre a Antuérpia, Rotterdam e a região do Rio Rhur, na Alemanha.O instrumento Omi também pode detectar a presença de formaldeído, dióxido de enxofre, outras partículas pequenas e também o ozônio da troposfera.A equipe de cientistas holandeses ainda está na fase piloto do projeto de mapeamento, mas espera iniciar o fornecimento de informações para todas as partes do mundo.

Agencia Estado,

09 de dezembro de 2005 | 11h38

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