Novo texto para Biossegurança anima cientistas

Cientistas comemoraram a aprovação, pela Comissão de Educação do Senado, do substitutivo ao Projeto de Lei de Biossegurança. O texto permite o uso de células-tronco de embriões humanos para pesquisas de fins terapêuticos, desde que satisfeitas algumas condições.O embrião não pode ter mais do que cinco dias de formação e somente pode ser usado mediante a aprovação dos pais. Apenas seria liberado o uso de embriões congelados três anos antes ou três anos depois da data da publicação da lei.Embriões não usados na fertilização assistida por serem de baixa qualidade não precisam seguir esta regra. Podem ser usados, qualquer que seja o período de congelamento, segundo o substitutivo do senador Osmar Dias (PDT-PR)."Com isso, evita-se o risco de se criar embriões somente para pesquisa", afirmou o senador Tasso Jereissati, que participou do acordo feito entre cientistas e religiosos para a aprovação da regra.Correndo contra o relógioA geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo (USP), ficou satisfeita com o texto final. "Agora é torcer para que ele seja aprovado rapidamente. Estamos correndo contra o relógio."Mayana observa que equipes de alguns países já realizam estudos com células de embrião. "Quanto mais demorarmos para fazer o mesmo, maior o risco de perdermos terreno", disse.A geneticista afirmou que seu laboratório tem condições de iniciar imediatamente estudos com células-tronco de embriões. "Aguardamos apenas a criação da lei."Células adultasMesmo que o dispositivo seja aprovado, afirmou Mayana, pesquisas com células-tronco de cordões umbilicais - que são células-tronco adultas - deverão continuar. A professora julga que o ideal é conduzir as duas linhas de estudo de forma simultânea.Além de reduzir os custos da pesquisa, essa tática traz maiores recursos para fazer comparações entre o desempenho de células-tronco de embriões e de cordões umbilicais.   

Agencia Estado,

11 de agosto de 2004 | 09h43

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