Novos guardas suíços juram fidelidade ao papa Bento XVI

Cerimônia contou com presença de membros da Cúria Romana, corpo diplomático e de familiares dos guardas

Efe,

06 de maio de 2008 | 21h20

Trinta e três novos guardas suíços juraram nesta terça-feira, 6, fidelidade ao papa Bento XVI, no Pátio de São Dámaso, no Vaticano, em uma cerimônia que contou com a presença de membros da Cúria Romana e do corpo diplomático, além dos familiares do "menor Exército do mundo." Dos 33 novos guardas, todos provenientes de regiões suíças, como é obrigatório, 20 juraram em alemão, 11 em francês, um em italiano e o outro em romanche. O juramento dos recrutas é celebrado todos os anos no dia 6 de maio, em celebração ao Saque de Roma (1527), quando morreram 147 guardas suíços por defender o papa Clemente VI do ataque das tropas do imperador Carlos V. Durante a cerimônia, como ocorre tradicionalmente, os soldados juraram com três dedos da mão direita erguidos para simbolizar a Trindade, enquanto com a mão esquerda seguravam a bandeira perto do corpo. Vestidos com os uniformes de talhe renascentista e Michelangelo, os novos soldados se comprometeram a servir fiel e lealmente ao papa Bento XVI e se mostraram dispostos a "sacrificar sua própria vida." O dia começou com uma missa celebrada pelo cardeal secretário de estado, Tarcisio Bertone, que, após ressaltar o trabalho do "Exército do Papa", disse que a tarefa da Guarda Suíça é "uma missão que podemos qualificar como apostólica." Na segunda-feira, Bento XVI recebeu os membros desse corpo e seus parentes na Sala Clementina do Vaticano e, após agradecer "a generosidade e a dedicação" com a qual prestam seu serviço, encorajou os novos soldados a serem "abertos, simples e leais." A Guarda Suíça é composta por 110 membros, exclusivamente homens. Foi criada em 1506, quando o papa Júlio II negociou com os suíços o envio de voluntários para formar um contingente estável em Roma, como guarda pessoal e de sua residência. Após o golpe recebido durante o Saque de Roma, Paulo III renovou a formação em 1548 com 225 homens. Um desses destacamentos foi enviado por Pio V para combater os turcos em Lepanto. A guarda foi dissolvida por Pio VI antes de ir para o exílio em 1798, mas Pio VII voltou a formá-la em 1801 com apenas 64 soldados, que Leão XII aumentou a 200 em 1824. Os soldados da Guarda papal devem ser oriundos de alguma região suíça, católicos, solteiros no momento de sua incorporação ao serviço, ter entre 20 e 30 anos e uma altura mínima de 1,74 metro. A duração mínima de serviço é de dois anos e o salário mensal que recebem é de cerca de mil euros. As despesas de alojamento, manutenção e assistência médica correm por conta da Santa Sé.

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