Número de famílias com pelo menos 1 índio cresceu 350%

O número de famílias residentes no mesmo endereço e com pelo menos um morador que se declarou índio cresceu cerca de 350% entre os censos de 1991 e 2000, passando de 98 mil para 342 mil. O destaque, mais uma vez ficou com a Região Sudeste, que em dez anos assumiu a liderança que antes pertencia à Região Norte.De acordo com o IBGE, uma em cada três dessas famílias reside em estados da Região Sudeste, um crescimento de 50%, em relação ao início do período analisado.A maioria dos moradores que se declararam índios nasceu no Norte e Nordeste, aspecto observado tanto no censo de 1991 como em 2000.A mudança mais significativa neste período foi o número de índios nascidos na Região Sudeste (17,5% em 2000, ante 7,9% em 1991), superando o Centro-Oeste (13,1%), que no recenseamento anterior aparecia como a terceira principal origem da população indígena.Exceto no Sudeste, onde uma em cada três pessoas classificadas como índios nasceram em outra região do País, as demais apresentaram taxas reduzidas de migração em ambos os censos.É preciso destacar, no entanto, que esta mesma situação - maior taxa de migração para o Sudeste - é válida também para os não-indígenas, o que fortalece a hipótese da "visibilidade", destacada pela antropóloga Elizabeth Brêa, da Funai.  leia também  Número de índios no Brasil cresce 150% em 10 anos    Mortalidade infantil entre índios supera de brancos e negros  

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2005 | 12h06

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