O dingo, cão selvagem da Austrália, corre risco de extinção

Os aborígenes australianos tiveram dingos como companheiros por milhares de anos, mas hoje a população da Austrália debate se essa espécie única de cão selvagem deve ser considerada aceitável como animal doméstico. Os aborígenes usavam os dingos como companheiros de caçada, e teme-se que a domesticação em ambiente urbano faça do animal, conhecido por atacar e matar gado, um perigo para seus donos. Também há o risco de o dingo desaparecer, com suas características diluídas pelo cruzamento com o cão doméstico comum. ?Como filhotes eles são adoráveis, bolinhas fofas de pêlo. Mas, seis meses mais tarde, viram outra coisa - um demônio?, diz Barrie Oakman, presidente da Australian Dingo Conservation Association. Oakman convenceu as autoridades do Estado australiano de Nova Gales do Sul a rever a lei que reclassificou os dingos, de pragas em mascotes. O dingo é uma espécie canina que, acredita-se, representa um elo entre o cão doméstico da Ásia e o lobo da Índia. A iniciativa de tirar o animal da lista de pragas e colocá-lo na de animais domésticos tinha como objetivo salvá-lo da extinção. Especialistas dizem que é impossível saber quantos dingos ainda existem no país, mas exames sugerem que a maioria dos cães classificados como dingo são até em 80% híbridos, e que existem muito poucos dingos puro-sangue.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.