Obama dará a Estados autonomia contra efeito estufa

Durante o governo Bush, órgão ambiental federal vinha bloqueando iniciativas estaduais contra a poluição

Agências Internacionais,

26 de janeiro de 2009 | 13h28

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pretende permitir que os Estados definam seus próprios limites de emissões de gases causadores do efeito estufa, em mais um lance da ofensiva do novo governo para reverter políticas definidas durante a administração de George W. Bush.   Custo de reduzir CO2 drasticamente é 1% do PIB mundial   A decisão desta segunda-feira, 26, na prática dará à Califórnia uma isenção dos termos da Lei do Ar Limpo, para que possa impor seus próprios limites, mais rígidos que os federais. Durante o governo Bush, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) federal havia negado essa permissão, o que afetou ainda pelo menos outros 13 Estados.   Obama ordenou à EPA que reavalie o caso californiano. O processo poderá ser demorado,  mas deve terminar com uma conclusão a favor do Estado. O governo Bush vinha rejeitando as iniciativas estaduais, soba a alegação de que uma política nacional de eficiência de combustíveis funcionaria melhor.   Na semana passada, o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, um republicano enviou carta a Obama pedindo que os Estados tivessem permissão de impor normas mais duras contra a poluição.   A Califórnia havia proposto restrições que obrigariam os fabricantes de automóveis a cortar as emissões de gases causadores do efeito estufa em 30% nos carros e caminhões leves lançados a partir de 2016.   O presidente também ordenou que o Departamento de Transportes apresente metas de eficiência de combustível para 2011 até março, o que dará aos fabricantes de automóveis 18 meses para se adequar a elas.   Ele determinou, ainda, que o governo americano adote medidas para consumir energia de modo mais eficiente. "Os tempos de teimosia em Washington acabaram-se. Minha administração não negará os fatos. Seremos guiados por eles".   Ao anunciar as medidas, o presidente os Estados Unidos não podem ser mantidos "reféns de recursos que estão ficando escassos, de regimes hostis e de um planeta que está esquentando". "Nós não deixaremos de agir porque agir é difícil. Agora é a hora de tomar duras decisões", disse Obama. "Agora é a hora de ir ao encontro dos desafios da encruzilhada da história, ao escolhermos um futuro mais seguro para o nosso país e mais próspero e sustentável para o nosso planeta."   Enviado especial   A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, nomeou Todd Stern enviado especial para a mudança climática, prometendo que o governo Obama restaurará a credibilidade e a liderança dos Estados Unidos na formulação da política climática mundial.   Comprometendo-se com o objetivo de fazer com que os Estados Unidos atuem como protagonistas nos esforços internacionais para conter o aquecimento global, Hillary nomeou Stern, que foi o principal negociador dos Estados Unidos nas conversações que levaram ao Protocolo de Kyoto.   "A liderança americana é essencial para que enfrentemos os desafios do século 21, e o principal deles é a ameaça complexa, global e urgente da mudança climática", disse ela em uma cerimônia realizada pouco depois de Obama anunciar novas medidas para permitir limites mais estritos às emissões de gases do efeito estufa.   Ampliada às 18h09

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