OMS: criança sofre mais com problema ambiental

A Organização Mundial da Saúde (OMS) celebra, hoje, o Dia Mundial da Saúde com um alerta: um ambiente saudável salvaria a vida de 5 milhões de crianças por ano, que morrem de doenças causadas pela poluição do ar, pelo consumo de água contaminada ou pela falta de higiene nas escolas, casas ou locais de recreação. ?O futuro dessas crianças depende da possibilidade de que gozem de uma boa saúde hoje?, afirma Gro Harlem Brundtland, diretora da OMS. Estudo da OMS mostra que as crianças, mais vulneráveis que os adultos, sofrem mais diante dos problemas ambientais. Por ano, 2 milhões de crianças com menos de 5 anos morrem por doenças respiratórias, muitas delas geradas ou agravadas pela poluição nas cidades. O estudo aponta ainda que 12% de todas as mortes de crianças até 5 anos ocorre por causa da diarréia. Mas as vítimas dessa doença não estão espalhadas de forma homogênea. Nos países pobres a diarréia mata 1,2 milhões de pessoas por ano; nos países ricos, 100 mil. A diarréia alastra-se porque 2,4 bilhões de pessoas no mundo vivem em locais onde não há acesso a sistemas de esgoto e água. Outra conseqüência da falta de higiene é a contaminação por doenças como a malária e a dengue, que matam mais de 1 milhão de crianças por ano, a maioria delas na África. Afogamento e atropelamentos ainda matam 685 mil crianças por ano. Segundo o estudo, o PIB da África seria US$ 100 bilhões maior se a malária tivesse sido controlada há 30 anos. Já a poluição na China impede um crescimento de 7,7% de seu PIB. Além disso, a contaminação do meio ambiente por produtos tóxicos geram prejuízos ao mundo em desenvolvimento de US$ 300 bilhões por ano. A OMS recomenda que as casas tenham estoque de água limpa, que o hábito de lavar as mãos com sabão seja incorporado, evitando que as crianças adquiram a diarréia. Outra recomendação é tentar evitar o contato de mosquitos com as crianças.

Agencia Estado,

07 de abril de 2003 | 10h12

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