OMS discute plano de redução dos efeitos da mudança climática

Com mudanças, 'poderíamos salvar 13 milhões de vidas por ano', diz María Neira, uma das diretoras da entidade

Efe

21 de maio de 2008 | 16h52

Os 193 países membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) discutiram nesta quarta-feira, 21, por ocasião da assembléia anual da organização, que está sendo realizada em Genebra, a adoção de um programa global cujo objetivo seria reduzir os efeitos da mudança climática. "Caso consigamos reduzir esses fatores de risco, poderíamos salvar 13 milhões de vidas a cada ano", afirma a espanhola María Neira, diretora do departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS. "A resolução (que está sendo debatida na Assembléia) pede a implementação de um plano global para a consulta de todos os países membros, onde se possa definir as atividades que devem ser realizadas para enfrentar os problemas provocados pela mudança climática", afirmou o especialista. Neira considera que é preciso atuar imediatamente para prevenir os efeitos nocivos para a saúde da mudança climática, pois "o aquecimento global não é um tema que afete somente os ursos polares e as geleiras." "Afeta a todos nós, e é um tema para já", afirmou. Os efeitos são claros: as inundações e a aparição de doenças relacionadas com a poluição das águas, como o cólera; secas que produzem a perda de colheitas, e a aparição de mosquitos e os conseqüentes surtos de malária e dengue, entre outros. Por isso, ela considera que é necessário contar com mais evidências científicas, com uma agenda global de pesquisa, e com uma enorme campanha de sensibilização e promoção. "Corremos o risco de enfrentar um retrocesso enorme de todas as conquistas conseguidas até agora em matéria de saúde pública", explicou a doutora.

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