Onda de calor e seca afeta economia e ecologia na Europa

Uma onda de calor e seca causou ainda mais danos à Europa nesta segunda-feira, prejudicando a navegação, destruindo plantações, aumentando o custo da geração de energia elétrica e adicionando bilhões de dólares aos prejuízos já causados por este verão. Em Bazias, no sudoeste da Romênia, o nível do Rio Danúbio está 1,5 metro abaixo do mínimo necessário para a navegação. No porto sulista de Zminicea, o leito do maior rio romeno era escavado, numa tentativa de aprofundar os canais de navegação e escoar os 251 navios que esperam para seguir viagem.No leste da Croácia, cinco toneladas de peixes mortos foram encontradas em um lago, depois de quase cinco meses sem chuvas na região. Os maiores rios croatas - Sava, Drava, Kupa e Danúbio - apresentam este ano seus menores níveis históricos, gerando ameaças de corte no fornecimento de água e energia elétrica.Na Sérvia, o ministro de Ecologia Adjelka Mihajlov disse que os maiores rios de sua república estão nos menores níveis dos últimos cem anos. Em meio a tentativas de evitar um potencial desastre ecológico, Grigore Baboianu, diretor do reservatório do delta do Danúbio, comentou que 10% das superfícies úmidas da região estão secas e quase metade da água do delta evaporou.Subindo o Danúbio, os navios que transitam entre Áustria e Alemanha são obrigados a não transportar carga máxima, devido ao baixo nível das águas. Os rios Elba e Reno também apresentam graves problemas de navegabilidade.Devido ao mais extenso período de calor e seca dos últimos anos, com as temperaturas mantendo-se acima dos 30ºC durante semanas, ministros de Agricultura da União Européia (UE) exigem que a entidade compense os agricultores afetados.Dentro da UE, os países mais afetados pela seca são Alemanha, Áustria, França, Itália e Portugal. Fora da UE, a onda de calor causa problemas aos trabalhadores rurais de Croácia, Hungria, República Checa, Romênia e Sérvia.

Agencia Estado,

28 de julho de 2003 | 17h51

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