Ong planta 200 mil árvores para recuperar mata ciliar em Itu

A Fundação SOS Mata Atlântica lança nesta sexta-feira, em Itu, a 98 quilômetros de São Paulo, em parceria com a prefeitura e a iniciativa privada, o Tecendo Florestas, um projeto de reflorestamento de matas ciliares que prevê o plantio de 200 mil mudas de espécies nativas na região. O lançamento acontece durante a reunião do Comitê de Bacias Sorocaba e Médio Tietê, na Estrada-Parque Itu-Cabreúva, e marca também os seis anos de atividades da SOS na bacia.Segundo o diretor administrativo da Fundação, Adauto Basílio, que coordena o projeto, essa é a primeira vez que a entidade assume diretamente a execução de um programa de plantio florestal. "A SOS está sempre monitorando os índices de desmatamento na Mata Atlântica; queremos agora começar a colocar o sinal verde no mapa", disse. O projeto, segundo ele, deverá ser o piloto de outros a serem desenvolvidos no Estado.O Tecendo Florestas terá duração de quatro anos e envolverá, durante esse período, além do plantio, atividades de educação ambiental. As primeiras 100 mil mudas serão plantadas durante a época das chuvas, que vai de dezembro de 2002 a fevereiro de 2003. No mesmo período de 2003/04, serão plantadas mais 100 mil mudas. O projeto foi idealizado por um grupo tripartite que reúne a empresa Guarany, a Fundação e a prefeitura de Itu, através do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).O plantio das espécies nativas será feito em cinco sub-bacias hidrográficas. O programa começou a ser elaborado no ano passado, em decorrência da grave crise de água que a estância turística de Itu enfrenta. Com base em estudos técnicos diagnósticos e imagens de satélite foi possível constatar que uma das principais causas para a crise da água na cidade é o desmatamento das matas ciliares e das áreas de cabeceiras e nascentes. "Estudos desenvolvidos pela SOS Mata Atlântica e Reserva da Biosfera comprovam a influência direta da manutenção das florestas para equilíbrio dos recursos hídricos, ou seja, da água", disse Basílio.As matas ciliares, que protegem os rios, nascentes e reservatórios podem aumentar a sobrevida de um corpo d´água em até 20 anos. No final do ano passado, foi assinado o protocolo de intenções. A Guarany coordenará um consórcio de empresas parceiras, que adotarão cotas de reflorestamento por hectare. Além da recomposição de áreas degradadas, o projeto prevê o acompanhamento das áreas por cinco anos, programas permanentes de educação ambiental e a instalação de um núcleo urbano de educação ambiental no viveiro de mudas do SAAE. Será aprovado um texto legal transformando em lei o projeto.

Agencia Estado,

08 de agosto de 2002 | 17h57

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