Ongs ambientalistas recebem prêmio Bem Eficiente

Três organizações não governamentais (ongs) ambientalistas estão entre as 50 entidades do Terceiro Setor, vencedoras do Prêmio Bem Eficiente: o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), o Instituto Socioambiental (ISA), ambos sediados em São Paulo, e a Fundação Pró-Cerrado, de Goiás. Elas foram selecionadas entre as 429 instituições inscritas este ano e serão homenageadas numa cerimônia, hoje, no Teatro Alfa, em São Paulo.Criado em 1997, pela Kanitz & Associados, uma empresa de consultoria na área de Planejamento Estratégico, o Prêmio Bem Eficiente conta com o apoio de grandes empresas e agências de propagandas, preocupadas em desenvolver o Marketing Social. A avaliação das instituições candidatas é rigorosa e multidisciplinar, abrangendo da captação à administração do próprio orçamento. Como evidencia a eficiência, acaba revertendo em um aumento das doações ou dotações de recursos para todo o Terceiro Setor e, sobretudo, para as ong premiadas. De acordo com um cálculo realizado com as vencedoras da primeira edição, este aumento pode superar os 100%. No caso de 1997, a soma das novas doações somou mais de R$ 38 milhões. ?O prêmio é extremamente gratificante porque representa o reconhecimento de uma equipe, que trabalha com amor, comprometimento e seriedade pela causa da conservação das diversidades biológicas e culturais brasileiras. Nossa ´boa eficiência´ administrativa é, na verdade, decorrência da busca de meios que economizem recursos, energia e tempo, elementos escassos diante da urgência das pressões contínuas sobre a maioria das áreas naturais e populações, que vivem em seu redor?, resume Suzana Pádua, presidente do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). ?Receber esse prêmio é, portanto, sinal de que não estamos sozinhos e devemos continuar conquistando aliados?.O IPÊ atua nas áreas de ciência e educação, tendo como objetivo a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável. São cerca de 25 projetos diferentes, de proteção à natureza; ecologia de espécies ameaçadas de extinção; restauração de habitats; educação ambiental; extensionismo rural; ecoturismo com base comunitária; recuperação de áreas degradadas e introdução de alternativas sustentáveis com geração de renda para as populações locais. A maioria dos projetos é realizada em regiões de Mata Atlântica, mas há também alguns na Amazônia.?É um grande apoio para as ongs ambientalistas, uma demonstração de que não aparecemos apenas quando há catástrofes ou somente para fazer denúncias e diagnósticos. Também temos que tocar uma máquina administrativa, no dia a dia, com transparência, procurando ser detalhistas e responsáveis com os recursos?, diz Carlos Macedo, do Instituto Socioambiental (ISA). ?Esse prêmio é um exemplo de que não somos uma estrutura informal focalizada nos erros dos outros?. O ISA se propõe a buscar soluções integradas para questões sociais e ambientais, sobretudo quando estas envolvem bens e direitos sociais, coletivos e difusos relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural e aos direitos humanos e dos povos (indígenas, em especial, além das chamadas populações tradicionais ? caiçaras, quilombolas, extrativistas etc.). Mantém três programas regionais, nas bacias hidrográficas dos rios Xingu e Negro, na Amazônia, e no Vale do Ribeira, na região sudeste do Brasil, onde realiza diagnósticos socioambientais participativos.A Fundação Pró-Cerrado trabalha no combate à delinqüência juvenil, tendo como base de ações a geração de renda, a educação, a cultura e o meio ambiente. Nos últimos 5 anos, atendeu mais de 12 mil adolescentes, no seu programa ?Jovem Cidadão?, que capacita e encaixa em empregos, com carteira assinada, os adolescentes a ela encaminhados pelos Conselhos Tutelares dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Agencia Estado,

13 de maio de 2003 | 11h47

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