Ongs definem ações locais em prol da Mata Atlântica

Incentivar ações locais pela preservação Mata Atlântica é um dos principais objetivos dos encontros regionais da Rede de ONGs da Mata Atlântica, que acontecem hoje, em Alagoas, e sábado e domingo no Paraná. Preparatórios para a Reunião Nacional da Rede, que acontece em novembro, em Fortaleza (CE), os encontros regionais buscam mobilizar as entidades que atuam em defesa do bioma para garantir, principalmente, as áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica, definidas em seminário por cientistas, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente.Em Alagoas, 69 municípios estão inseridos no domínio da Mata Atlântica e neles estão localizadas oito das áreas prioritárias, como Areia Branca, Catolé e Novo Lino, apontadas como de grande importância biológica e para as quais foi recomendada a realização de inventários biológicos. Na região de Jequiá, na Fazenda Matão, nos municípios de Roteiro e Cururipe, a presença de aves ameaçadas e endêmicas fez com que fosse indicada a criação de unidades de conservaçãoUma das poucas áreas alagoanas em que foram implementadas ações recomendadas no seminário nacional, porém, foi a de Murici, onde o governo federal criou, em 2001, uma Estação Ecológica. Além de 5 mil hectares de remanescentes de Mata Atlântica, Muriqui conta com 12 espécies de aves ameaçadas de extinção, que só existem neste local.No Paraná, foram apontadas 22 áreas para ações prioritárias, com destaque para Paranaguá, no litoral, último remanescente contínuo na região. Nesta área, que compreende os municípios de Guaraqueçaba, Morretes, Antonina e Campina Grande do Sul, estão remanescentes em excelente estado de conservação, mas com ameaças potenciais como as rodovias federais BR-101 e BR-116, a usina hidrelétrica de Tijuco Alto, pólo industrial, extração mineral e gasodutos.Segundo Paulo Pizzi, coordenador da Mater Natura, um dos grandes desafios para a conservação da Mata Atlântica na região Sul é o cumprimento da resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que proíbe a exploração das espécies da Mata Atlântica ameaçadas de extinção, como araucária, canela-sassafrás, imbuia, sangue-de-dragão e canela-preta.Os próximos encontros regionais deverão acontecer, em setembro, na Bahia e no Rio de Janeiro.

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