ONGs e governo preparam pauta de conferência ambiental

A transmissão da Cúpula Mundial da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, do Rio para a África do Sul, ocorrerá no Rio de Janeiro, entre 22 e 24 de junho, com a presença de pelo menos cinco chefes de Estado. Entre eles, o presidente sul-africano Thabo Mbeki e o primeiro-ministro da Suécia, Goram Persson, respectivamente o novo anfitrião do encontro e o representante do país que sediou a primeira conferência sobre desenvolvimento sustentável. A presença dessas autoridades, bem como a dos presidentes do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, e da Indonésia, Megawatti Sukharnoputri, foram confirmadas durante reunião das principais organizações não-governamentais para discutir o posicionamento que o País deve adotar na conferência que ocorrerá em setembro, em Joanesburgo, e foi apelidada de Rio+10. As principais questões ainda estão sendo fechadas.O assessor especial da Presidência da República para a Rio+10, Fábio Feldmann, que abriu a reunião das ONGs, informou que na segunda quinzena de maio haverá em São Paulo encontro dos ministros de Meio Ambiente da América Latina e Caribe. Neste encontro, pretende-se obter um consenso entre todos os países para a apresentação de um conjunto de propostas do continente durante a conferência de Johanesburgo. Feldmann insistiu que não se deve focar a reunião apenas na questão da pobreza, como querem os países desenvolvidos. Ele ressalta que enquanto a pobreza na África é rural, na América Latina é predominantemente urbana. "A conferência não é sobre pobreza, é sobre desenvolvimento sustentável." E espera que não se volte a questões como a Convenção de Mudanças Climáticas e "seqüestro" de carbono para evitar o efeito estufa, que já estão sendo conduzidas em outros fóruns. "Não podemos perder dez anos de negociação", disse. Feldmann acredita que, se esses temas forem incluídos na pauta de Johanesburgo, há risco de retrocesso.

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