ONU aponta áreas de preservação cruciais para clima e animais

Atlas identificou trechos com grande biodiversidade que também armazenam grandes quantidades de CO2

Reuters

05 de dezembro de 2008 | 18h00

Um atlas da ONU destacou nesta sexta-feira, 5, partes de florestas desde a Amazônia até Madagascar, onde uma preservação maior poderia garantir os benefícios de conter o aquecimento global e de preservar a vida selvagem ao mesmo tempo.   Veja também:   UE enfraquece luta contra aquecimento, dizem ambientalistas Estudo diz que mercado de gases estufa cresceu 41% em 2008 Mudança climática pode elevar número de refugiados, diz ONU Acordo para vítimas do clima pode ser necessário, diz WWF Plano federal prevê queda de 70% no desmatamento até 2018 Entenda a reunião sobre clima da ONU na Polônia Quiz: você tem uma vida sustentável?  Evolução das emissões de carbono    Página oficial da conferência    O atlas, publicado durante a conferência da ONU sobre o clima em Poznan, entre os dias 1º e 12 de dezembro, identificou trechos com uma alta diversidade de animais e plantas em florestas e que também armazenam grandes quantidades de dióxido de carbono, o principal gás do efeito estufa, em árvores e solos.   "Ele mostra sobreposições entre áreas de armazenamento de carbono e áreas de importância de biodiversidade", disse à Reuters Barney Dickson, do centro de monitoramento de preservação mundial do programa ambiental da ONU.   "Isso oferece o prospecto de um benefício duplo", disse ele sobre o atlas, que deverá guiar os governos nas decisões sobre onde proteger as florestas através da diminuição de atividades madeireiras e da contenção do desmatamento.   Se um governo quisesse ajudar os gorilas e outros grandes primatas, as florestas em parte da bacia leste do Congo poderiam ser deixadas de lado. Pássaros raros e anfíbios podem ser ajudados com a proteção de florestas ricas em carbono no Equador.   Além disso, o atlas destaca partes da bacia amazônica, o sul da África, o centro de Papua Nova Guiné, partes das Filipinas e a maior parte de Madagascar nas áreas prioritárias.   A reunião de 187 países e 11.000 delegados em Poznan está avaliando esquemas para diminuir as taxas de desmatamento, como por exemplo, pagamentos para preservar as florestas tropicais.   O ritmo atual de desmatamento libera cerca de 20 por cento do total das emissões de gases do efeito estufa feitas pela ação do homem, sendo que a maior parte das emissões é oriunda da queima de combustíveis fósseis.

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