ONU avalia potencial eólico do Brasil e mais 12 países

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) está mapeando o potencial de uso de energia do sol e do vento (eólica) do Brasil e de outros 12 países em desenvolvimento.O objetivo é aumentar a consciência desses países sobre a importância do uso de energias renováveis e a necessidade de projetos locais aproveitando o potencial energético alternativo.O projeto começou em dezembro de 2000 e está medindo a capacidade eólica de diferentes regiões desses países. No Brasil, o órgão da ONU trabalha em parceria com instituições locais, como o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) e o Ministério das Minas e Energia."Nossa intenção é fazer com que os governos e as empresas desses países comecem a pensar sobre o assunto e fornecer mapas que os ajudem a criar projetos", afirma Tom Hamlin, que coordena o projeto do Pnuma e está no Brasil participando da Rio-02, um congresso sobre fontes alternativas de energia que vai até quinta-feira no Rio de Janeiro.Segundo Hamlin, o Brasil pertence a um grupo de países que já contam com meios e tecnologia para colocar em prática programas de substituição ou complementação energética com fontes alternativas."O governo brasileiro tem mostrado interesse em desenvolver projetos nessas áreas. E, se comparado com outros países em desenvolvimento, o Brasil é um país que já possui informações climáticas e de condições de vento bem confiáveis, o que ajuda no trabalho de criação de projetos", explica.O representante do Pnuma cita, como exemplo, o projeto do Ministério de Minas e Energia de uso de energia solar em pequenas comunidades rurais que não têm acesso à rede de energia elétrica. Segundo o ministério, existem no Brasil 20 milhões de pessoas (a maioria em zonas rurais) vivendo em casas sem eletricidade.A construção dos mapas mostrando as áreas brasileiras com maior potencial de energia eólica já está em andamento, mas só deve ficar pronta no próximo ano.Depois, serão feitos mapas sobre o potencial de energia solar brasileiro. Além do Brasil, participam do projeto da ONU cinco países em desenvolvimento da América Latina, três da África e quatro da Ásia.

Agencia Estado,

08 de janeiro de 2002 | 20h13

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