ONU encerra diálogo inter-religioso rejeitando violência

A declaração adotada pelos 192 países-membros das Nações Unidas expressa preocupação com extremismo

Efe

14 de novembro de 2008 | 15h53

A Assembléia Geral da ONU encerrou nesta sexta-feira, 14, o diálogo inter-religioso com uma declaração de rejeição à violência extremista e um apelo à promoção da tolerância entre as religiões.   Veja também: ONU ressalta importância de tolerância entre religiões    A declaração adotada pelos 192 países-membros das Nações Unidas após a reunião de dois dias na sede da ONU expressa preocupação com a "intolerância, a discriminação, o ódio e o assédio que enfrentam as minorias religiosas".   "Os Estados participantes afirmam sua rejeição ao uso da religião para justificar a morte de pessoas inocentes e ações de terrorismo, violência e coação", manifesta.   Além disso, expressa "o compromisso" dos membros da ONU com "a promoção da tolerância, os direitos humanos e a preservação da instituição familiar, a proteção do meio ambiente, o fomento da educação, a erradicação da pobreza e a luta contra as drogas, o crime e o terrorismo".   A declaração foi divulgada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em entrevista coletiva junto ao ministro de Exteriores da Arábia Saudita, o príncipe Saud al-Faisal, o país que promoveu a realização do diálogo.   Ban assegurou que a Assembléia Geral envia com este texto "uma mensagem poderosa ao mundo" sobre tolerância, respeito e entendimento.   "A iniciativa do rei (saudita) Abdullah bin Abdul Aziz al-Saud chega em um momento no qual a necessidade de um diálogo entre culturas, religiões e civilizações nunca foi maior", ressaltou.   O monarca saudita demonstrou com esta proposta "coragem e visão de futuro", afirmou o secretário-geral.   Ele observou que a reunião deu a oportunidade de reunir pessoas que, em outras circunstâncias, não poderiam se encontrar, em uma aparente referência à presença no diálogo do presidente israelense, Shimon Peres.

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