ONU ignora 'lei moral natural', diz Bento XVI

Papa condena 'defesa seletiva dos direitos humanos', numa aparente crítica ao planejamento familiar

AE e AP

01 de dezembro de 2007 | 15h14

O papa Bento XVI criticou a ONU e outras organizações internacionais por terem a tendência de ignorar a "lei moral natural" em seus esforços para melhorar as condições de vida de populações pobres. Ele condenou a "defesa seletiva dos direitos humanos", numa aparente crítica aos programas da ONU que defendem planejamento familiar. Em audiência com líderes de organizações não-governamentais católicas, Bento XVI exortou os grupos que trabalham com organizações da ONU a redobrarem seus esforços para que os ensinamentos sociais da Igreja Católica sejam mais compreendidos e aceitos. O porta-voz do Vaticano, reverendo Federico Lombardi, disse que as declarações do papa não são um ataque à ONU, cuja sede em Nova York será visitada pelo pontífice em abril de 2008. Na ONU, o Vaticano tem status de observador permanente sem direito a voto. Em 2004, a Assembléia Geral da ONU deu ao Vaticano o direito de intervir em debates sem pedir permissão prévia, de responder a críticas e o de circular documentos entre os representantes dos países membros.

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