ONU ressalta importância de tolerância entre religiões

Ban Ki-moon disse que desafio mundial é transformar diversidade em fator que conduza à segurança

Efe

12 de novembro de 2008 | 18h31

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, iniciou nesta quarta-feira, 12, o diálogo da Assembléia Geral da entidade que promove a tolerância religiosa como um dos instrumentos para alcançar a paz.       Veja também:  Brasil tem maior taxa de mães jovens da América do Sul  Íntegra do relatório - Estado da População Mundial (em inglês)   Ban disse em seu discurso que um dos maiores desafios do mundo contemporâneo é transformar a diversidade cultural do planeta em um fator que conduza à segurança.   "Tradicionalmente, a paz depende do equilíbrio da concorrência, mas aprendemos que a paz duradoura requer algo mais que isso. E, para que ela dure, indivíduos, grupos e nações devem respeitar-se e entender-se", disse.   A Assembléia Geral da ONU celebra nesta quarta-feira, 12, e na quinta-feira, 13, uma reunião sobre a "Cultura da Paz", iniciativa criada pela Arábia Saudita para aprofundar o diálogo entre crenças religiosas.   A ONU também espera a participação de chefes de Estado e de Governo do Grupo dos 20 (G20, que reúne países emergentes e desenvolvidos), que estarão na cúpula dos dias 14 e 15, em Washington.   Oriente Médio   Os líderes do Oriente Médio pediram na Assembléia Geral da ONU para que seja alcançada a paz pela tolerância e rejeitaram o extremismo, o qual disseram que converte as crenças espirituais em instrumentos de sofrimento.   Os líderes que participaram da primeira jornada do diálogo inter-religioso nas Nações Unidas promovido pela Arábia Saudita coincidiram hoje em transferir em seus pronunciamentos uma mensagem de entendimento entre religiões.   O rei Abdullah da Arábia Saudita afirmou que os participantes do encontro "manifestam com uma mesma voz que as religiões, através das quais Deus Nosso Senhor tentou levar felicidade à humanidade, não devem ser transformadas em instrumentos de sofrimento".   "O terrorismo e a criminalidade são inimigos de todas as religiões e não existiriam se não fosse pela falta de tolerância", assegurou.   Segundo ele, todas as tragédias que assolam o mundo são resultado do "abandono dos princípios mais importantes de todas as religiões e culturas".   As palavras do chefe de Estado saudita foram festejadas pelo presidente de Israel, Shimon Peres, para quem representam um giro de 180 graus na atitude dos líderes da região na questão.   "Há dez anos não se ouvia dizer estas palavras a uma audiência mundial", disse o líder judeu em entrevista coletiva posterior à sua participação no encontro.   Peres considerou que a mensagem de convivência religiosa dos líderes árabes "não tem precedente" e aponta a "um novo ar e uma nova disposição" nas relações entre os diferentes países da região.   O evento, realizado entre hoje e amanhã na Assembléia Geral toda ONU sobre a "Cultura da Paz", é uma iniciativa da Arábia Saudita para aprofundar o diálogo entre crenças religiosas que começou na conferência realizada em julho em Madri.   Da reunião participam chefes de Estado e do Governo de 20 países, entre eles o rei Abdullah da Jordânia, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush; o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai.   O líder americano deve assistir à sessão de quinta-feira, no que será sua última visita como presidente às Nações Unidas.   Atualizada às 21h43

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