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Oposição está disposta a mudar Lei de Biossegurança

O apelo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) aos senadores para que modifiquem o substitutivo da Lei de Biossegurança aprovado pelos deputados foi bem recebido pela oposição. Já os governistas, alegam que ainda não se posicionaram sobre a matéria.O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), disse que a intenção do partido é a ?aperfeiçoar? o substitutivo do ex-relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Segundo ele, a intenção é liberar e estimular as pesquisas no País. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) recebeu a missão de coordenar o debate interno dos tucanos sobre as alterações na lei.Sem tomar partidoA posição do líder do governo, Aloizio Mercante (PT-SP), e a líder do bloco governista, Ideli Salvatti (PT-SC) é a mesma. Eles afirmam reconhecer a importância da Lei de Biossegurança, não apenas para o meio ambiente mas também para os interesses econômicos e estratégicos do País, mas não querem tomar partido entre o Ministério do Meio Ambiente e a comunidade científica antes de debaterem a questão.?Até porque não temos ainda a posição do próprio governo sobre o substitutivo da Câmara?, justificou Ideli.Pelo PFL, os senadores José Jorge (PE) e Romeu Tuma (SP) afirmam concordar que as mudanças reivindicadas pelos cientistas. Para o senador pernambucano, o recuo provocado pelos deputados, que optaram pelo substitutivo de Renildo Calheiros (PMDB-PE), se compara ?à volta ao tempo de Galileu?. Tuma disse que, na conversa que teve com cientistas de São Paulo, se prontificou a apoiar os pontos defendidos pela comunidade científica.

Agencia Estado,

13 de fevereiro de 2004 | 15h33

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