Orangotangos são parentes mais próximos do homem

Estudo afirma que ideia de que os chimpanzés seriam os primatas mais próximos do homem é 'problemática'

Efe,

18 de junho de 2009 | 17h20

Os orangotangos, não os chimpanzés, como se pensava antes, são os parentes mais próximos do homem, segundo um estudo realizado por antropólogos americanos, publicado nesta quinta-feira, 18, na revista Journal of Biogeography.

 

Os cientistas afirmaram que, segundo as análises de DNA e de fósseis, a ideia de que os chimpanzés seriam os primatas mais próximos do homem é "problemática".

 

Jeffrey Schwartz, professor de antropologia da Universidade de Pittsburgh, e John Grehan, presidente da Academia de Artes e Ciências, analisaram centenas de características físicas de chimpanzés, gorilas e orangotangos.

 

Depois de analisar 63 exemplares, determinaram que os seres humanos compartilhavam 28 características com os orangotangos, mas somente duas com os chimpanzés e sete com os gorilas.

 

Além disso, compararam 56 características dos seres humanos modernos, os hominídeos fósseis (como o australopitecos) e os fósseis de outros primatas.

 

Essa análise determinou que os orangotangos compartilhavam oito traços com os primeiros seres humanos e o australopitecos.

 

Segundo os cientistas, a presença de características de orangotangos nos australopitecos contradiz a expectativa gerada pela análise de DNA que dizia que homens primitivos eram similares aos chimpanzés.

 

Schwartz e Grehan reconheceram que os primeiros seres humanos e os primeiros primatas apareceram primeiro na África, enquanto que os orangotangos modernos surgiram no sudeste asiático.

 

Como explicação, disseram que os parentes comuns entre homens e orangotangos migraram entre a África, Europa e Ásia há entre 12 milhões e 13 milhões de anos.

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