Orcas são mais de uma espécie, mostra estudo genético

Animais marinhos estariam distribuídos em pelo menos três diferentes espécies

Reuters

22 Abril 2010 | 18h40

Elas podem parecer todas iguais, mas as chamadas baleia assassinas, ou orcas, incluem várias espécies distintas, de acordo com evidências genéticas publicadas nesta quinta-feira.

 

Amostras de tecidos de 139 desses mamíferos marinhos, de todo o mundo, indicam que há pelo menos três espécies distintas  de orcas, informam pesquisadores na publicação especializada Genome Research.

 

Cientistas já suspeitavam que esse poderia ser o caso. Os animais, a despeito da coloração branca e preta ou cinza e preta, têm diferenças sutis no corpo e nos hábitos alimentares.

 

As orcas como um todo não são consideradas em risco de extinção, mas algumas populações estão ameaçadas. Uma nova designação de espécie poderia mudar o status dos animais nesse critério.

 

Uma das espécies caça focas na Antártida, enquanto que outras comem peixe, disse Phillip Morin, da Administração Nacional de atmosfera e Oceano (NOAA), dos Estados Unidos, e que encabeçou o estudo.

 

Sua equipe sequenciou o DNA das mitocôndrias dos animais, que é passado com poucas mudanças da mãe para os filhos.

 

As 139 baleias cujo DNA foi sequenciado são do Pacífico Norte, Atlântico Norte e Antártida.

A evidência genética sugere que há duas diferentes espécies na Antártida e também separa as baleias assassinas do Pacífico Norte.

 

Outros tipos de orca também podem consistir espécies diferentes ou subespécies, mas análises adicionais serão necessárias para certificar o fato, disseram os cientistas.

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