Os feios moinhos de vento suecos beneficiam a vida marinha

Os moinhos de vento da costa sudeste da Suécia podem não ser um belo cartão postal, mas estão causando benefícios insuspeitados à vida marinha, revelou hoje um estudo científico.Ao investigar os efeitos que o vento dessas usinas de força poderia ter sobre a vida marinha, biólogos suecos descobriram que suas estruturas, plataformas de concreto que se elevam do oceano, promovem a diversidade marinha.?São quase como recifes artificiais?, diz Marcus Oehberg, um biólogo marinho da Universidade de Estocolmo. ?Vimos que isso atrai mais espécies e cria um ambiente de vida que não existia antes.?Desde julho de 2003, os biólogos da universidade vêm estudando os efeitos de 12 usinas de força flutuantes, instaladas na linha costeira de Kalmarsund, a 411 quilômetros ao sul da capital, Estocolmo.Os moinhos de vento tornaram-se pequenos ecossistemas?, ele explica, acrescentando que milhares de peixes passaram a viver entre as estruturas e moluscos prenderam-se a elas também.Segundo Oehberg, colocar os moinhos de vento fora da costa, em linha com o horizonte, eliminou as reclamação dos moradores de terra, preocupados com o efeito geral sobre o panorama. Com o benefício extra, segundo os especialistas, de isto significa mais vento e, portanto, mas eletricidade.Prevê-se que cerca de 7% da energia na Suécia seja gerada pelos moinhos de vento, nos próximos anos. Atualmente, o país tem aproximadamente 20 moinhos em operação ao longo da costa e na terra, a maioria operada por empresas dinamarquesas ou francesas, gerando cerca de 0,4% da produção total sueca. A Dinamarca obtém 20% de sua produção das usinas movidas a vento e a Alemanha, 6%.

Agencia Estado,

10 de fevereiro de 2004 | 17h47

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