Padre acusado de beber e ter amantes excomunga críticos

O religioso afirma ser 'uma das poucas pessoas' do município com 'qualidade moral... o que incomoda os políticos'

Ansa,

28 de janeiro de 2008 | 18h13

O padre mexicano Ignacio Muñiz anunciou ter excomungado seus críticos, que o acusam de "bêbado, mulherengo e corrupto" e que mantêm as portas de sua igreja fechadas há duas semanas, em protesto. Muñiz, da localidade de Apango, no Estado de Guerrero, se viu obrigado, neste domingo, a celebrar a missa a 40 metros da porta de seu templo, informou o jornal Reforma.    "Desde o momento em que eles tomaram a igreja, que é um delito federal, já estão excomungados", disse o sacerdote à imprensa. A paróquia é vigiada pelos agentes municipais e do Estado, frente ao risco de violência e enfrentamento entre partidários do sacerdote e de seus adversários.   O templo foi fechado com cadeados e correntes quando o sacerdote foi acusado de "beber demais", de manter relações com mulheres e de usar as contribuições dos fiéis para fins pessoais. Ignacio Muñiz disse contar com o apoio com o apoio de seu superior, o bispo da diocese Chilpancingo-Chilapa, Alejo Zavala.   Os manifestantes são liderados por Crisóforo Nava, do conservador Partido Ação Nacional (PAN), o mesmo do presidente mexicano Felipe Calderón.   O religioso, que possui vínculos familiares com membros do opositor Partido da Revolução Democrática (PRD), alegou ser acusado por ser "uma das poucas pessoas" do município com "qualidade moral, e isso é o que incomoda os políticos".

Tudo o que sabemos sobre:
padreexcomunhãoméxico

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.