Padre que não crê em Adão e Eva é proibido de dar aulas

O argentino Ariel Álvarez Valdés também questiona as aparições físicas da Virgem, que tratou como literatura

EFE,

22 de agosto de 2008 | 14h30

 O Vaticano ordenou que um sacerdote do norte da Argentina deixasse de dar aulas universitárias e evitasse publicar artigos, por não acreditar na existência de Adão e Eva, informou hoje a imprensa local.    A Santa Sé exigiu que o padre Ariel Álvarez Valdés, doutor em teologia bíblica, abandonasse qualquer atividade acadêmica, como sua docência na Universidad Católica de Santiago del Estero (UCSE) e no Seminário Diocesano de Catequese.      "Eu vou acatar a decisão da Igreja, não darei mais declarações, me retirarei da docência e somente realizarei os sacramentos em Santiago del Estero", afirmou Valdés, autor de numerosos livros, como "O que Sabemos sobre a Bíblia?".      A resolução, assinada pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, também proíbe Valdés de publicar artigos jornalísticos, ou fazer comentários por rádio ou televisão, embora lhe permita continuar com a realização de missas.      O sacerdote explicou que "o problema durava 13 anos", quando o Vaticano começou a fazer "observações" sobre artigos jornalísticos publicados.      "Me disseram que fazia apreciações errôneas como negar a existência histórica de Adão e Eva, as aparições físicas da virgem Maria e do anjo que conversou com Maria, ao que considerei um gênero literário", detalhou o padre à agência de notícias Télam.      Em sua resolução, a Igreja Católica exige que o padre venha a se retratar para que, então, a medida seja revertida. Mas essa solução é rejeitada pelos alunos universitários do sacerdote.      "Os alunos estão irritados, principalmente os da Universidad Católica na qual trabalho há muitos anos. Se a universidade não é o local adequado, onde vamos propor estes temas?", questionou o sacerdote.

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