Países chegam a acordo sobre metas para tratado pós-Kyoto

Delegação espanhola diz que países em desenvolvimento também terão de seguir limites de emissão

AP e EFE,

10 de dezembro de 2008 | 17h31

A principal autoridade das Nações Unidas para a questão climática, Yvo de Boer, disse que a conferência de cerca de 190 países realizada na Polônia concordou com um conjunto de metas que deverá ser incluído em um novo tratado sobre o aquecimento global, que deverá ser fechado ao longo dos próximos 12 meses.  Veja também:  Brasil fica em 8º lugar em índice de mudança climáticaMundo não espera Europa para acordo climático, diz De BoerUE enfraquece luta contra aquecimento, dizem ambientalistasEstudo diz que mercado de gases estufa cresceu 41% em 2008Mudança climática pode elevar número de refugiados, diz ONUPlano federal prevê queda de 70% no desmatamento até 2018Entenda a reunião sobre clima da ONU na Polônia Quiz: você tem uma vida sustentável?  Evolução das emissões de carbono   Acompanhe a reunião de Poznan Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (2)  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (3)  Página oficial da conferência   De Boer disse que as metas incluem a fixação de taxas de redução das emissões de carbono até 2020, a necessidade de levantar fundos para ajudar países pobres e uma decisão sobre como esse dinheiro será transferido. Um comitê importante definiu, citando evidência científica, que os países industrializados terão de cortar suas emissões de carbono de 25% a 40% em relação aos níveis de 1990, nos próximos 12 anos. Mas o comitê não propôs a adoção da meta. Os valores exatos ficaram a ser definidos em negociações posteriores. Além disso, a delegação espanhola na conferência disse à agência EFE que o acordo firmado vincula, pela primeira vez, os países em desenvolvimento a metas de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa, antecipou hoje a delegação espanhola. O compromisso, que será ratificado ainda nesta quarta-feira, servirá de base para as negociações que acontecerão ano que vem na cúpula de Copenhague, na qual deverá ser aprovado um acordo internacional a vigorar a partir de 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto. A extensão do pacto para a redução das emissões aos países mais pobres fez com que nações como Japão, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que na terça-feira, 9, colocaram a cúpula em risco, aderissem ao compromisso. As negociações também avançaram na inclusão da preservação de florestas no quadro do próximo acordo, garantindo uma voz para os povos nativos.  Mas a proposta não fala em biodiversidade, abrindo uma brecha para que florestas naturais sejam substituídas por plantações, disse Nils Hermann Ranum, da Rainforest Foundation Norway. A proposta de Redução de Emissões do Desflorestamento e Degradação, ou Redd, propõe que países sejam compensados por interromper a destruição de suas florestas. Numa concessão a Índia e China, que perderam a maior parte de suas florestas décadas atrás, países também serão recompensados por reflorestamento.

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