Países pedem estratégia global para proteger oceanos

Conferência Mundial dos Oceanos sugere que a proteção dos mares ente no debate do efeito estufa

EFE,

14 de maio de 2009 | 16h05

Um total de 64 países, incluindo os Estados Unidos, aprovou a Declaração dos Oceanos de Manado, que pede que a ONU inclua a proteção dos mares dentro de sua estratégia global contra a mudança climática.

 

Entenda as negociações do novo acordo sobre mudança climática

 

O documento conjunto "convida a se considerar" os efeitos do aquecimento global sobre os oceanos na conferência de Copenhague de dezembro, um encontro-chave no qual está previsto definir um protocolo que substitua o de Kyoto, que expira em 2012.

 

Esta iniciativa foi adotada durante a Conferência Mundial dos Oceanos, que começou na segunda-feira na cidade de Manado, no norte da ilha indonésia de Célebe.

 

A declaração, que não é de caráter vinculativo, ressalta também a necessidade de fomentar a cooperação internacional política e científica no âmbito marinho, e, neste sentido, recomenda que as economias avançadas prestem socorro técnico e financeiro aos países menos desenvolvidos.

 

Durante as negociações prévias ao acordo, várias nações industrializadas, entre elas os Estados Unidos, foram contra assinar um texto no qual a ajuda fosse imperativa, o que constituiu um dos maiores empecilhos para se chegar a um consenso.

 

Além disso, a declaração ressalta a importância de agir para "reduzir a poluição do mar e nas zonas litorâneas", e aconselha realizar "estratégias de desenvolvimento sustentável" em nível nacional e inter-regional.

 

Os países que participaram da conferência ressaltam no documento a necessidade de aumentar a pesquisa oceanográfica e a troca de informação científica entre países.

 

O governo da Indonésia, promotor e anfitrião do fórum, mostrou-se "profundamente satisfeito" com o conteúdo do documento final e pelo "compromisso" dos países, disse o ministro de Assuntos Marítimos e Pesca indonésio, Freddy Numberi, durante o ato oficial no qual foi anunciada a declaração conjunta.

 

"Com este documento, mostramos nosso compromisso de continuar trabalhando juntos na conservação dos mares e de melhorar nossos conhecimentos sobre os oceanos e sua relação com a mudança climática", acrescentou o ministro indonésio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.