Países pobres pedem fundo para combate de mudança climática

Conversa aconteceu durante Convenção de Mudança Climática da ONU na Alemanha

Reuters

03 de junho de 2008 | 17h25

Países ricos e pobres discutiram sobre como o Ocidente pode usar seu know-how para combater o aquecimento global em países em desenvolvimento sem perder seus empregos. Conversa aconteceu durante Convenção de Mudança Climática na Alemanha nesta terça-feira, 3.   As nações mais pobres querem ajuda das mais ricas para cortarem suas emissões de gases estufa e para se prepararem para os efeitos da mudança climática - com aumento do nível dos mares e clima de temperaturas mais extremas - porque os países mais ricos são responsáveis, historicamente, por essas emissões.   Bangladesh ainda enfrenta uma séria falta de alimentos após as inundações do ano passado e, nesta terça-feira, 3, pediu ajuda para a melhoria de suas defesas costeiras e fundos para tecnologia de previsão do tempo.   "A transferência de tecnologia do norte para o sul não deve se restringir a tecnologia velha e ineficiente", disse o delegado de Bangladesh aos representantes de 170 outros países.   A conferência em Bonn é a segunda das oito previstas para a definição, até o fim de 2009, de um acordo contra a mudança climática mais amplo que o atual Protocolo de Kioto, cujas primeiras definições expiram em 2012.   Fundos e tecnologia ocidentais estão no centro de conversas complexas nas quais os países ricos querem que os emergentes como a China e a Índia façam mais na briga contra o aquecimento global, incluindo o corte nas emissões de carbono.   Tecnologias inovadoras   Brasil, China e Gana pediram às nações desenvolvidas para criarem um fundo de compra de direitos para o uso de novas tecnologias - por exemplo para a geração de energia limpa através do sol.   "Até o momento eu não tenho idéia de quanto seria o fundo", disse a delegação chinesa em resposta ao questionamento norte-americano.   Uma maneira de gerar o dinheiro seria formar o crescente mercado global de carbono, que analistas estimaram valer US$ 64 bilhões no ano passado.

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