Países tentam flexibilizar comércio de animais

Os grandes ícones dos movimentos ambientais, como baleias, elefantes, águias e outros animais, podem em breve perder seu estatus de espécies totalmente protegidas. Alguns dos governos mais influentes do mundo pedem a flexibilização da proibição do comércio desses animais e de seus produtos sob a alegação de que a proteção nos últimos anos já possibilitou a recuperação dessas espécies.Os pedidos serão avaliados durante a reunião da Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas (CITES), que ocorre em outubro na Tailândia.Baleias e águiasUm dos exemplos é o caso da baleia. Os produtos derivados do animal estavam proibidos de serem comercializados desde a década de 80 e agora o governo japonês quer que a CITES mude a classificação da espécie, permitindo um certo nível de comércio.Até mesmo os Estados Unidos voltam a pedir o fim da proibição do comércio de sua águia, símbolo do país e que por anos permaneceu intocada.Elefantes e crocodilosO comércio de marfim dos elefantes africanos é outro debate. O fluxo dos produtos foi permitido até 1989. Em 1997 e 2002 a entidade autorizou vendas isoladas para reduzir os estoques dos produtos. Agora, o governo da Namíbia pede que seja estabelecida uma cota de duas toneladas para o comércio do marfim.Outra proposta da África do Sul pede o fim da proibição para o comércio de couro de elefantes. Já a Zâmbia, pede o fim das restrições ao comércio do crocodilo do Nilo, enquanto a Suazilândia quer a volta do comércio de produtos vindos do rinoceronte.Leões ameaçadosMas nem todos vão no sentido de pedir a flexibilização do comércio de produtos extraídos de animais. O Quênia pede que, em outubro, o comércio de leões seja proibido.Para Klaus Topfler, diretor do Programa da ONU sobre Meio Ambiente, que administra a secretaria da CITES, o tratado não é exatamente o mecanismo para esse tipo de preservação. Para que essas propostas sejam aprovadas, dois terços dos membros da CITES, que reúne cerca de 160 países, devem votar a favor da proposta.

Agencia Estado,

16 de junho de 2004 | 10h41

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