Panda gigante mais velho do mundo comemora 35 anos

Idade do animal equivale a 108 anos humanos; tratadores acreditam que espécime supere recorde de 37 anos

Efe,

29 de outubro de 2007 | 14h20

Com uma boa saúde e poucos sinais da avançada idade, a ursa Taotao, o panda gigante mais velho do mundo, comemorou 35 anos, equivalentes a cerca de 108 anos humanos, informou nesta segunda-feira, 29, a imprensa chinesa. O exemplar da espécie ameaçada vive no zoológico de Jinan, na província de Shandong (nordeste), e seus tratadores acreditam que a fêmea chegue aos 37 anos e supere o recorde de idade registrado até agora por um panda gigante criado em cativeiro. Taotao, nascida nas montanhas de Sichuan (sudoeste), um dos principais habitat do panda gigante, foi salva há 21 anos por camponeses quando estava a ponto de morrer de inanição e, desde então, vive no zôo. Os pandas gigantes, uma das espécies mais ameaçadas do mundo, têm uma expectativa média de vida de 20 a 25 anos em liberdade e de 30 em cativeiro. O aniversário de Taotao coincide com a chegada dos dois primeiros pandas gêmeos nascidos no exterior que retornam a seu país de origem, a China, segundo o jornal China Daily. Nascidos na cidade japonesa de Osaka, Ryuhin e Shuhin chegaram no domingo ao Centro de Pandas Gigantes de Chengdu. Após décadas presenteando pandas a países com os quais tinha boas relações e aqueles com os quais queria estabelecer laços bilaterais, a China passou a alugar ursos, em 1984, por um prazo determinado e a um elevado preço que pode chegar até 1 milhão de euros ao ano. Segundo as normas internacionais de conservação de espécies, a China deve investir esses fundos em pesquisas para garantir a sobrevivência do panda gigante. Há apenas 1.600 exemplares em liberdade, todos eles no país. Quando aluga um panda, Pequim se reserva o direito de pedir o urso de volta, e, no caso de filhotes nascidos no exterior, exige que retornem no máximo no quarto aniversário.

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