'Pantera negra' é fotografada pela primeira vez em 100 anos

Raros, leopardo negros foram encontrados no condado de Laikipia, no Quênia

Reuters, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2019 | 19h25

LONDRES - Pela primeira vez em cem anos, pesquisadores conseguiram capturar imagens de um grupo raro de leopardos negros, comumente chamados de "pantera negra", no condado de Laikipia, no Quênia. As imagens foram feitas pelo fotógrafo britânico Will Burrard-Lucas, especialista em vida selvagem.

Até então, a existência de leopardos negros no local era um mistério. Burrard-Lucas ouviu de um amigo que um desses animais havia sido visto na área. Foi quando entrou em contato com os proprietários das terras e decidiu tentar fotografá-lo. "Há muita poeira, então dá para pegar os rastros especialmente no amanhecer", afirmou. "Você consegue ver tudo o que passou por ali."

Os leopardos apresentam uma mutação genética, o melanismo, responsável pela coloração negra da pele. À noite, as câmeras infravermelhas usadas por Burrard-Lucas, no entanto, conseguem revelar padrões de cor do animal. 

Pesquisadores do Zoológico de San Diego, nos Estados Unidos, também monitoraram a região atrás de leopardos africanos. Com a descoberta, as imagens foram publicadas na revista "African Journal of Ecology".

 

"Coletivamente, essas são as primeiras imagens de lopardo negros confirmadas em quase cem anos na África", disse o pesquisador-chefe do Zoológico de San Diego, Nicholas Pilfold. 

A suposição dos cientistas era que a pele negra do leopardo seria uma resposta evolutiva dos animais que vivem em florestas dessas, onde suas manchas os camuflam, segundo os pesquisadores de San Diego. A descoberta de um leopardo negro em um habitat árido e aberto no Quênia, no entanto, levanta questões sobre essa teoria.

 

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