Papa adverte sobre risco de alienação nas redes sociais

O papa Bento 16 deu a sua bênção às redes sociais na segunda-feira, elogiando o potencial que elas têm, mas advertiu que a amizade online não substitui o contato humano real.

PHILI, REUTERS

24 Janeiro 2011 | 12h44

O pontífice de 83 anos, que não tem uma conta própria no Facebook, expressou sua opinião numa mensagem cujo título caberia muito bem no Tweeter. "Verdade, proclamação e autenticidade da vida na era digital".

Ele afirmou que as possibilidades das novas redes sociais oferecem "uma grande oportunidade", mas alertou sobre os riscos de despersonalização, alienação, comodismo e sobre o perigo de ter mais amigos virtuais do que reais.

"É sempre importante lembrar que o contato virtual não pode e não deve tomar o lugar do contato humano direto com as pessoas em todos os níveis de nossas vidas", disse Bento 16 na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações, da Igreja Católica.

Ele pediu que os usuários das redes sociais se perguntem: "Quem é o meu 'vizinho' nesse novo mundo?" e evitem o risco de estarem sempre disponíveis online, mas "menos presentes para aqueles que encontramos na nossa vida cotidiana".

Os horizontes vastos das novas mídias "exigem urgentemente uma reflexão sobre o significado da comunicação da era digital", disse ele.

O papa não citou o nome de nenhum site de rede social específico nem nenhuma aplicação, e recheou sua mensagem com termos como "compartilhamento", "amigos" e "perfis".

Ele afirmou que a rede social pode ajudar o "diálogo, troca, solidariedade e a criação de relações positivas", mas ele também fez várias advertências.

"A entrada no ciberespaço pode ser um sinal de busca autêntica para encontros pessoais com os outros, desde que se preste atenção para evitar os perigos como o de manter alguém num tipo de existência paralela ou de exposição excessiva ao mundo virtual", disse ele.

"Na busca por compartilhamento, por 'amigos', há o desafio de ser autêntico e consciencioso, e não ceder à ilusão de construir um perfil público artificial".

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