Associated Press
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Papa Bento XVI assina encíclica sobre globalização

No sábado, jornal do Vaticano havia divulgado descoberta de imagem antiga do apóstolo Paulo

Associated Press,

29 de junho de 2009 | 15h34

O papa Bento XVI assinou sua mais recente encíclica nesta segunda-feira, 29, um texto sobre meios de tornar a globalização mais capaz de atender às necessidades dos pobres em meio à crise econômica global.

 

O documento, intitulado Caridade na Verdade, deverá ser publicado em breve.

 

O papa declarou que sua terceira encíclica delineará metas e valores que os fiéis devem defender para garantir que haja solidariedade entre todos os povos.

 

Bento já se manifestou diversas vezes sobre a crise financeira, pedindo aos líderes mundiais que garantam que os pobres do mundo não acabem tendo de suportar o maior peso da recessão.

 

O pontífice anunciou a assinatura da encíclica nesta segunda, um dia de festa para os católicos, depois de celebrar uma missa na qual disse a novos arcebispos que têm de ser modelos para os fiéis, guiando-os e protegendo-os como pastores guiam o rebanho.

 

O papa vinha trabalhando na Caritas in Veritate, o título latino da encíclica, desde 2007, mas adiou a publicação para revisá-la em face da crise mundial. Encíclicas são os documentos emitidos por um papa que mais carregam autoridade.

Ossos de Paulo

 

No domingo, Bento XVI havia anunciado que os primeiros exames científicos do que poderiam ser os restos mortais do apóstolo Paulo "parece confirmar" que os vestígios realmente são do santo católico.

 

Esta foi a segunda grande descoberta a respeito de Paulo anunciada pelo Vaticano em dois dias. No sábado, o jornal L'Osservatore Romano noticiara que o afresco descoberto, em 19 de junho, em outra tumba seria o mais antigo ícone a representar o apóstolo.

 

Bento disse que arqueólogos desenterraram e abriram recentemente o sarcófago de mármore branco localizado debaixo da Basílica de São Paulo Extramuros, que a tradição diz ser a tumba de São Paulo.

Os arqueólogos fizeram testes de carbono 14 nos fragmentos de osso e confirmaram uma datação do primeiro ou segundo século da era atual.

 

"Isso parece confirmar a tradição, unânime e inconteste, de que se tratam dos restos mortais do Apóstolo Paulo", disse o papa.

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