Pier Paolo Cito/AP
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Papa condena leis que permitem prática da eutanásia e aborto

Bento XVI pede que os direitos naturais do ser humano sejam preservados e também critica ciência genética

ANSA,

16 Dezembro 2009 | 12h06

O papa Bento XVI condenou, durante a audiência geral desta quarta-feira, 16, as leis que permitem a prática do aborto e da eutanásia, que são contrárias à dignidade do ser humano e promovem o individualismo. O Pontífice também se referiu às normas favoráveis "às experimentações genéticas" e às que não respeitam "o matrimônio entre um homem e uma mulher".

 

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Segundo Bento XVI, se as leis não se basearem "em uma correta laicidade do Estado que garante a preservação das garantias da liberdade religiosa", será instaurada "uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo" e valoriza "apenas o individualismo".

 

O Papa baseou sua catequese em João de Salisbúria, nascido na Inglaterra no início do século XII, e pediu para que os direitos naturais sejam preservados e "inspirem as autoridades políticas e religiosas, até que possam promover o bem comum".

 

"Esta lei natural é caracterizada por uma propriedade que João chamava de equidade, isto é, a atribuição a qualquer pessoa de seus direitos. Dela descendem preceitos que são legítimos a todos os povos e que não podem ser, em nenhum caso, revogados", explicou aos cerca de nove mil fiéis que compareceram ao Vaticano.

 

O Pontífice também observou que "o tema da relação entre lei natural e ordenamento político-positivo, mediado pela equidade", atualmente é de grande importância.

 

"Sobretudo porque em alguns países, assistimos a um desprendimento preocupante entre as regiões, que têm a tarefa de descobrir os valores éticos relacionados à dignidade humana e a liberdade, e a responsabilidade de acolhê-los e promovê-los", disse o Papa.

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