Papa critica a 'cultura da morte' que atinge a terceira idade

Para o pontífice eutanásia aparece com 'crescente insistência' e é indicativo desta cultura

Efe

05 de abril de 2008 | 19h22

O papa Bento XVI denunciou neste sábado, 5, que a "cultura da morte" também incide sobre a terceira idade, "já que, com crescente insistência, a eutanásia é proposta como solução para resolver casos difíceis." O pontífice afirmou isto na mensagem que apresentou neste no Vaticano na Assembléia Plenária do Conselho Pontifício para a Família, que abordou o tema "Os avós, seu testemunho e presença na família." O líder da Igreja Católica afirmou que no passado os avôs desempenhavam um papel importante na vida e no crescimento da família e que mesmo quando eram muito idosos continuavam a estar com os filhos, com os netos e até mesmo com os bisnetos, "dando testemunho de premência, sacrifício e uma entrega diária sem reservas." No entanto, prosseguiu o Papa, na vida atual "a evolução econômica e social" levou a profundas transformações na vida das famílias e dos idosos. Muitos avós estão "em uma espécie de zona de estacionamento e muitos se dão conta que são um peso para a família e preferem viver sozinhos ou em asilos, com todas as conseqüências que isto comporta", acrescentou. "Infelizmente, de muitas partes avança a cultura da morte, que também incide sobre as pessoas da terceira idade. Com crescente insistência se chega até a propor a eutanásia como solução para resolver situações difíceis", declarou o papa. Bento XVI pediu que se atue "com força antes de tudo o que desumaniza a sociedade" e que se "derrote" qualquer tipo de marginalização, "já que os que estão arrastados pela mentalidade individualista não são os avós e os idosos em geral, mas toda a Sociedade." O Papa reiterou que os avós "seguem sendo um testemunho de unidade, de valores baseados na fidelidade a um único amor que gera a fé e a alegria de viver." "Os novos modelos de sociedade e o relativismo que imperam enfraqueceram estes valores fundamentais do núcleo familiar. Os males de nossa sociedade precisam de remédios urgentes. Não se pode projetar o futuro sem se referir a um passado carregado de experiências significativas e de pontos de referência espirituais e morais", concluiu o pontífice.

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