Papa defende ensino religioso e pede ética na política

Bento XVI acusou políticas 'errôneas e agressivas' em numerosos países da Europa de pôr as famílias em risco

Efe,

02 de fevereiro de 2009 | 18h43

O papa Bento XVI disse nesta segunda-feira, 2, que a ética deve basear a política e a economia no mundo atual e acusou políticas "errôneas e agressivas" em numerosos países da Europa de pôr as famílias em risco, defendendo que os pais possam educar seus filhos em colégios religiosos. O Pontífice fez estas manifestações no discurso ao novo embaixador da Hungria na Santa Sé, Janos Balassa, que apresentou suas credenciais, e diante de quem lembrou a passagem de 20 anos da queda do Muro de Berlim, "que abriu novos horizontes de esperança" para a Europa do centro e do Leste. O papa destacou os progressos realizados pela Hungria nestes anos e sua presença em um mundo cada vez mais globalizado, e ressaltou que "as forças que governam a política e a economia do mundo atual têm que estar adequadamente construídas sobre uma base ética, dando prioridade à dignidade, aos direitos das pessoas e ao bem comum da humanidade". Bento XVI também se referiu à liberdade conseguida por esses países nos últimos 20 anos, assinalando que a experiência da adquirida liberdade traz às vezes consigo "o risco de que os valores cristãos e humanos, tão arraigados na história e na cultura desses povos e de todo o continente europeu, possam ser suplantados por outros". O papa também disse que uma forma de ajudar à família é "garantindo" que os pais possam exercer "o direito fundamental" de educar seus filhos, "incluindo a opção de enviá-los a escolas religiosas, se assim desejarem".

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