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Papa diz que aborto e drogas ameaçam o Leste Europeu

Bento XVI pede um diálogo 'construtivo' entre católicos e ortodoxos, estes maioria nos países da região

ANSA,

12 Fevereiro 2010 | 11h22

O papa Bento XVI disse nesta sexta-feira, 12, que, depois do fim do comunismo, as famílias do Leste Europeu passaram a ser ameaçadas pelas "pragas" do aborto, da corrupção, das drogas e do controle de natalidade.

 

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"As famílias católicas dos vossos países (do Leste Europeu), que durante o tempo da provação testemunharam às vezes com altos preços a fidelidade ao Evangelho, não são imunes às pragas do aborto, da corrupção, do alcoolismo e da droga, como também do controle dos nascimentos mediante métodos contrários à dignidade da pessoa humana", declarou o Pontífice ao receber bispos romenos em visita que ocorre a cada cinco anos.

 

Bento XVI explicou que para combater "estes desafios" é necessário "um empenho decidido para favorecer a presença dos valores cristãos na sociedade".

 

Ortodoxos e católicos

 

Ainda na audiência desta sexta-feira, o Papa afirmou que um "construtivo diálogo entre ortodoxos e católicos" não deixará "de ser fermento de unidade e concórdia" não somente entre os países orientais do continente, "mas também para a Europa inteira".

 

De acordo com o chefe de Estado do Vaticano, é "particularmente importante" que haja fraternidade entre as duas religiões, de forma a que este sentimento "prevaleça sobre as divisões e divergências e abra os corações à reconciliação".

 

"Um âmbito de colaboração hoje particularmente importante entre ortodoxos e católicos se refere à defesa dos valores e raízes cristãs da Europa e ao testemunho comum sobre temas como a família, a bioética, os direitos humanos, a honestidade na vida pública, a ecologia", continuou Bento XVI. Segundo o Papa, o compromisso unitário em relação a tais argumentos oferecerá uma "contribuição importante" ao crescimento moral e civil da sociedade.

 

A delegação de sacerdotes recebida hoje na Santa Sé era chefiada pelo arcebispo de Bucareste, Joan Robu. A Romênia, localizada no sudeste da Europa, possui uma população de cerca de 21,3 milhões de habitantes -- sendo 87,7% deles ortodoxos e 8,5% católicos.

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