Papa diz que cristianismo não é moral, mas encontro com Deus

O pontífice pediu que fiéis não reservem Cristo para si próprios, mas sintam a exigência de anunciá-lo

Ansa e Efe

03 de setembro de 2008 | 18h04

O cristianismo não é uma nova filosofia ou uma nova moral, é o encontro com Deus", defendeu nesta quarta-feira, 3, o papa Bento XVI durante a audiência geral realizada no Vaticano e dedicada à conversão de São Paulo.   Durante a tradicional audiência pública das quartas-feiras, o papa dedicou a catequese à conversão de São Paulo, evento ocorrido enquanto fazia o caminho a Damasco, e com isso passou de "perseguidor da Igreja a apóstolo do Evangelho."   Neste sentido, pediu aos fiéis que, seguindo o exemplo de São Paulo, não reservem Cristo apenas para si próprios, mas sintam "melhor a exigência de anunciá-lo aos outros".   O pontífice observou que, assim como no exemplo do apóstolo Paulo, "mais do que uma conversão" é necessário falar "de uma morte e ressurreição".    A conversão de Paulo não foi "um processo psicológico, um amadurecimento individual e espiritual", a mudança chegou de fora, "do encontro com Deus". O papa destacou que São Paulo se encontrou com Cristo como "pessoa viva" e essa experiência tem "validade" para os cristãos hoje.   Diante dos milhares de fiéis que acompanhavam a audiência geral, o Papa ressaltou que "somos cristãos apenas se encontramos Cristo. Tocar o coração de Cristo e saber que Cristo toca o nosso coração. Somente neste encontro nos tornamos verdadeiramente cristãos." Só é cristão quem tem uma "relação pessoal com Cristo", o que é alcançado através da leitura dos Evangelhos, da oração e da vida litúrgica da Igreja, disse.   O papa pediu que os fiéis não reservem Cristo apenas para si próprios, mas sintam a exigência de anunciá-lo aos outros, como fez São Paulo.

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