Papa diz que religião tem que se opor a totalitarismo

Na África, Bento XVI afirma que católicos e muçulmanos devem trabalhar juntos por uma civilização de amor

Efe,

19 de março de 2009 | 06h25

O papa Bento XVI começou nesta quinta-feira, 19, seu terceiro dia em Yaundé se reunindo com representantes da comunidade muçulmana de Camarões, e afirmou que as religiões têm que rejeitar todas as formas de violência e de totalitarismo.

 

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Perante dezenas de líderes religiosos muçulmanos, o pontífice afirmou que as religiões contribuem de maneira essencial à compreensão da cultura e do mundo "e à coexistência pacífica" de todos os humanos.

 

Segundo ele, o cristianismo e o islã, duas religiões monoteístas, concordam sobre a defesa dos valores fundamentais da família, da responsabilidade social, da obediência à lei de Deus e ao amor aos doentes e aos que sofrem.

 

"Essa visão nos induz a buscar tudo o que é correto e justo, a sair do âmbito restrito de nosso interesse egoísta e atuar pelo bem dos demais. A religião rejeita todas as formas de violência e de totalitarismo", disse o papa.

 

Bento XVI disse ainda que, na realidade, religião e razão se sustentam reciprocamente, "desde o momento em que a religião está purificada e estruturada pela razão e toda a potência da razão se deve à revelação e à fé".

 

O papa, por fim, defendeu que católicos e muçulmanos trabalhem juntos por uma civilização do amor, pela paz, a justiça e o bem-estar comum.

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