Papa Francisco, deve cortar bônus de funcionários devido a tempos difíceis

O papa Francisco, que rapidamente ganha uma reputação de frugalidade desde que tomou posse no mês passado, provavelmente vai suspender um tradicional bônus dado aos funcionários do Vaticano, disse um porta-voz da Santa Sé nesta quinta-feira.

Reuters

18 Abril 2013 | 13h50

O bônus é geralmente pago aos empregados do Vaticano para marcar ocasiões especiais, como as mortes e as eleições dos papas.

Mas o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse: "Eu não acho que haverá qualquer bônus."

"As despesas extras são algo que podem ser normais em uma situação de abundância, mas esse não é o mundo em que nos encontramos agora."

Lombardi acrescentou que ele estava se referindo ao clima econômico em geral, e não de qualquer necessidade específica do Vaticano de redução de custos.

O papa Francisco, que escolheu o nome de um santo que escolheu viver na pobreza, tem evitado os aposentos papais palacianos e as costumeiras vestimentas ornamentadas em um esforço para ter um papado mais humilde e menos perdulário.

Ele chegou a pedir a seus compatriotas que não façam viagens caras da Argentina para Roma só para ver sua missa inaugural e, em vez disso, que doassem o dinheiro para caridade.

O predecessor de Francisco, Bento 16, deu aos funcionários 500 euros e um dia de folga, para marcar seu 80º aniversário. Para marcar a eleição de Bento e da morte de João Paulo 2o, em 2005, os funcionários receberam 1,5 mil euros. A decisão afeta cerca de 4 mil funcionários.

(Por Naomi O'leary)

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