Papa Francisco pede que Vaticano contenha fofocas

O Papa Francisco pediu neste sábado aos administradores do Vaticano, assolados por disputas internas e alegações de corrupção durante o papado de seu antecessor, que sejam profissionais humildes e "opositores conscienciosos" da fofoca.

PHILI, Reuters

21 Dezembro 2013 | 13h09

"Quando falta profissionalismo, acontece uma lenta derrocada rumo à mediocridade", disse Francisco em sua primeira saudação natalina aos membros da administração central da Igreja Católica Romana, conhecida como Curia.

Ele disse aos cardeais, bispos, monsenhores e leigos que trabalham nos vários departamentos do Vaticano e que administram a Igreja de 1,2 bilhão de fiéis que devem sempre lutar por "profissionalismo e prestação de serviço".

Quando foi eleito em março, Francisco herdou uma Curia problemática e ainda se recuperando do escândalo do "Vatileaks", no qual documentos roubados do escritório do ex-Papa Bento 16 supostamente mostravam corrupção e intrigas mesquinhas entre monsenhores.

Bento 16, que se tornou o primeiro pontífice a renunciar em 600 anos, também foi manchado por relatos na mídia italiana de um assim chamado "lobby gay" na Curia que chantageava pessoas.

Membros da Curia também ficaram conhecidos por usar jornalistas italianos para espalhar boatos ou atacar anonimamente membros de diferentes facções da burocracia.

Francisco foi eleito para reformar a estrutura central da Igreja Católica e nomeou uma comissão internacional de oito cardeais para aconselhá-lo nas mudanças a fazer.

Em seu discurso, disse que também quer que a Curia vire uma página.

"Santidade na Curia também significa uma objeção conscienciosa da fofoca", disse e, afastando-se do texto preparado, acrescentou que também há "santos" trabalhando no Vaticano.

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