Papa: igreja ajudou judeus silenciosamente no Holocausto

Durante visita à sinangoga de Roma, Bento XVI defendeu atuação silenciosa do pontifice da época, PioXII

Agências internacionais,

17 Janeiro 2010 | 15h34

O Papa Bento XVI, que visitou a principal sinagoga de Roma neste domingo, 17, defendeu as ações do Vaticano frente ao Holocausto. Segundo ele a igreja católica ajudou silenciosamente a salvar os judeus do extermínio durante o nazismo. Bento XVI ressaltou ainda as ações corajosas de católicos na Itália e em outras partes do mundo e afirmou que o próprio Vaticano ofereceu assistência aos judeus de forma secreta e discreta durante o período.

 

O discurso do papa aconteceu em meio a duras críticas feitas pela comunidade judaica, que acusa o pontífice da época, Pio XII, de ter mantido silêncio durante o Holocausto nazista.

 

O presidente das Comunidades Judaicas de Roma, Riccardo Pacifici, criticou os esforços de Bento XVI para beatificar Pio XII. Segundo ele, "o silêncio de Pio XII durante o nazismo ainda machuca porque alguma coisa deveria ter sido feita."

 

"Talvez isso não tivesse impedido os trens da morte, mas teria mandado um sinal, uma palavra de extremo conforto, de solidariedade humana, para aqueles nossos irmãos transportados para os fornos de Auschwitz", afirmou ele.

 

Durante a visita do papa Bento XVI foi feita uma homenagem diante da placa que lembra a deportação de milhares de judeus da Itália aos campos de extermínio nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.Foi feito também um minuto de silêncio em memória das vítimas da tragédia no Haiti.

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