Ettore Ferrari/Efe
Ettore Ferrari/Efe

Papa pede fim das guerras na Missa do Galo

Pelo segundo ano consecutivo, a Missa do Galo foi celebrada às 22h do horário local (19h de Brasília), e não à meia-noite, para poupar o pontífice

Efe,

24 Dezembro 2010 | 23h17

O papa Bento XVI celebrou na noite desta sexta-feira, 24, a tradicional Missa do Galo, na qual denunciou as guerras no mundo e pediu a Deus que "quebre as varas dos opressores" e ponha fim "ao tempo das túnicas ensanguentadas".

 

Pelo segundo ano consecutivo, a Missa do Galo foi celebrada às 22h do horário local (19h de Brasília), e não à meia-noite, para poupar o pontífice, que tem quase 84 anos e neste sábado voltará à Basílica de São Pedro para pronunciar a Mensagem de Natal e a bênção Urbi et Orbi, à cidade de Roma e a todo o mundo.

 

Bento XVI afirmou que o Menino Jesus acendeu nos homens a luz da bondade e da paz e lhes deu força para resistir à tirania do poder.

 

"Mas também é certo que a vara do opressor não foi quebrada. Ainda hoje as botas dos soldados seguem marchando e a túnica continua embebida em sangue", afirmou o papa.

 

O pontífice acrescentou que esta é uma noite de alegria, porque Cristo nasce e se coloca nas mãos do homem, "mendigando, por assim dizer, seu amor, e infundindo sua paz nos corações".

 

"Esta alegria é também uma oração: Senhor, cumpre em cheio tua promessa. Quebre as varas dos opressores, queime as botas ressonantes, faça com que termine o tempo das túnicas ensanguentadas. Cumpre a promessa de que a paz não terá fim", acrescentou o Bento XVI.

 

E insistiu: "Te agradecemos por sua bondade, mas também te pedimos: mostre seu poder, erige no mundo o domínio de tua verdade, de teu amor, o reino de justiça, de amor e de paz".

 

O papa ressaltou que o Menino Jesus é o portador da promessa de paz e que é um rei que não necessita de conselheiros, mas leva em si a sabedoria.

 

Olhando para uma imagem do Menino recém-nascido, o pontífice implorou irmandade entre os homens.

 

"Ajude-nos para que nos pareçamos contigo, ajude-nos a reconhecer teu rosto no outro que mais necessita, nos que sofrem e estão desamparados, em todos os homens, e a viver junto a ti como irmãos e irmãs, para converter-nos em uma família, a tua família", pediu.

 

Bento XVI afirmou que quem vislumbra Deus "sente alegria" e ressaltou que esta noite fala de paz aos homens de boa vontade.

 

Em um sermão no qual a palavra "paz" foi a mais mencionada, o papa assegurou que Deus não deixa de buscar o homem, "não abandona a ovelha desgarrada no deserto em que se perdeu" e o ama "para que possamos nos converter em pessoas que amam junto com Ele e assim haja paz na terra".

 

"Faça com que sejamos pessoas que amam contigo e, portanto, pessoas de paz", ressaltou.

 

A missa começou com o anúncio do nascimento de Jesus, com a leitura do antigo texto das Kalendas, e prosseguiu com uma homenagem realizada por várias crianças diante da imagem do Menino.

 

Concluída a missa, as milhares de pessoas que compareceram à basílica contemplarão no centro da Praça de São Pedro o Portal de Belém, erguido em frente ao obelisco. O presépio está ambientado na Palestina e ocupa uma superfície de 300 metros quadrados e conta com uma fachada de 25 metros quadrados.

 

Bento XVI voltará neste sábado, 25, à basílica para ler, do balcão central, a Mensagem do Natal para Roma e para todo o mundo.

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