Papa pede fim de uso de embriões em estudo com célula-tronco

Vaticano é favorável às pesquisas desde que células embrionárias sejam respeitadas como 'seres humanos'

REUTERS

11 de outubro de 2007 | 11h18

O papa Bento XVI conclamou, nesta quinta-feira, 11, os cientistas do mundo todo a pararem de usar embriões humanos nas pesquisas com células-tronco, argumentando que tal prática violava a dignidade da vida humana. O Vaticano aceita as pesquisas com células-tronco desde que respeitem a integridade dos embriões, os quais, segundo a Igreja Católica, são seres humanos desde o momento da concepção. "A destruição dos embriões humanos, seja para adquirir células-tronco ou para qualquer outro propósito, contradiz a suposta intenção dos pesquisadores, legisladores e autoridades da área de saúde de promover o bem-estar dos seres humanos", escreveu o pontífice em uma carta endereçada ao novo embaixador da Coréia do Sul junto à Santa Sé. A Igreja não se opõe à realização de pesquisas envolvendo células adultas e a alternativas promissoras às pesquisas com embriões, tais como o uso do fluido amniótico que protege o feto dentro do útero. Segundo o papa, tais métodos de pesquisa "combinam com a supramencionada intenção (de promover o bem-estar dos seres humanos) ao respeitar a vida dos seres humanos em todos os estágios de sua existência". Neste ano, a Coréia do Sul anunciou a intenção de cancelar alguns dos entraves à pesquisa com células-tronco de embriões humanos, entraves esses impostos depois do escândalo de 2006 envolvendo a falsificação de dados de uma pesquisa com células-tronco.

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