Papa pede soluções para 'paz no Tibete e na Terra Santa'

Durante a tradicional mensagem de Páscoa, Bento XVI fala das 'chagas da humanidade e doentes do planeta'

Efe,

23 de março de 2008 | 09h58

O papa Bento XVI incentivou neste domingo, 23, durante a tradicional mensagem de Páscoa, soluções "que salvaguardem o bem e a paz" no Tibete, "no martirizado Oriente Médio, especialmente na Terra Santa", no Iraque, do Líbano e em algumas zonas africanas, como a região sudanesa de Darfur e a Somália.  Veja também:Bento XVI lembra o significado do batismo durante Vigília PascalPapa pede diálogo e tolerância para a crise no Tibete Com essas declarações, Bento XVI terminou os atos da Semana Santa, lembrando esses lugares "nos quais não podemos deixar de pensar neste momento". O papa celebrou, perante dezenas de milhares de pessoas, a missa do Domingo da Ressurreição, com a Praça de São Pedro cheia de flores, e depois dirigiu a mensagem pascal. Durante a mensagem, Bento XVI falou das "chagas abertas da humanidade e doentes em todos os cantos do planeta", que ocorrem quando as relações entre pessoas, grupos e povos estão marcadas pelo "egoísmo, injustiça, ódio e violência, em vez de pelo amor". No entanto, disse que essas feridas às vezes são "ignoradas e intencionalmente escondidas, chagas que rasgam a alma e o corpo de vários irmãos e irmãs". O papa se referiu às pessoas que se comprometem ativamente a favor da justiça e divulgam a seu redor "sinais luminosos de esperança" nos lugares ensangüentados pelos conflitos e onde quer que a dignidade humana "seja denegrida". Além disso, pediu que justamente sejam nesses lugares que "se multipliquem os testemunhos de benignidade e de perdão". Toda a cerimônia esteve marcada por uma forte e incessante chuva que Bento XVI pediu que fosse considerada como um dom de Deus para a terra.

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