Papa relembra 40 anos da proibição dos métodos contraceptivos

'Os ensinamentos da Humanae vitae não são fáceis', disse Bento XVI, que reiterou a posição da Igreja no assunto

AP

10 de maio de 2008 | 11h07

O papa Bento XVI discursou neste sábado, 10, marcando os 40 anos do documento da Igreja que condenou os métodos contraceptivos pela primeira vez. O pontífice reiterou a proibição da Igreja a métodos de controle de natalidade, além de métodos artificiais de procriação (fertilização in vitro). A encíclica do papa Paulo VI, Humanae vitae, proíbe católicos de usarem métodos de controle artificial da natalidade.  "Os ensinamentos da Humanae vitae não são fáceis", disse o papa Bento XVI. "O que era verdade ontem, permanece verdade até hoje. A verdade expressa na Humanae vitae não muda, ao contrário, à luz das novas descobertas científicas, está ainda mais atual", acrescentou.  Aparentemente o pontífice se referia, aparentemente, aos métodos artificiais de procriação, que segundo a visão da Igreja, ofendem a dignidade da vida e vão contra os ensinamentos do Vaticano de que a única maneira de conceber uma criança á através do sexo entre marido e mulher.  "Nenhuma técnica mecânica pode substituir o ato de amor que duas pessoas casadas trocam como sinal de um mistério maior", disse o pontífice. Segundo Bento XVI, "o que deve ser defendido é não só o verdadeiro conceito de vida, mas, acima de tudo, a dignidade de todas as pessoas." Dizem que o papa Paulo VI teve dificuldade de tomar a decisão sobre a permissão dos métodos contraceptivos. Bento XVI descreveu a decisão de Paulo VI como fruto de muito sofrimento e o documento como "um significante ato de coragem."

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