Papa se opõe à criação de embriões como 'material terapêutico'

Para o pontífice uso 'contradiz as bases culturais, civis e éticas sobre as quais se apóia a dignidade da pessoa'

Efe

07 de novembro de 2008 | 14h39

O papa Bento XVI se opôs nesta sexta-feira, 7, à criação e à sucessiva destruição de embriões humanos como "material terapêutico", pois afirmou que "contradiz as bases culturais, civis e éticas sobre as quais se apóia a dignidade da pessoa". Veja também:Irã investirá US$ 2,5 bi em pesquisa com células-troncoIgreja protesta contra concessão de patentes de células-troncoEntenda o uso das células-tronco   O papa se dirigiu desta forma aos participantes do Congresso Internacional sobre a Doação de Órgãos promovido pela Academia Pontifícia para a Vida em colaboração com a Federação Internacional das Associações Médicas Católicas e o Centro Nacional Italiano de Transplantes. Bento XVI também pediu que a "lógica do mercado" não impere no âmbito dos transplantes de órgãos apesar da "proliferação dos pedidos" para este tipo de intervenções. O líder da Igreja Católica afirmou que a doação de órgãos deve acontecer de forma gratuita, voluntária e respeitosa com a dignidade da doadora e acrescentou que as "lógicas de compra e venda dos órgãos" são "moralmente ilícitas" e devem ser "condenadas" por se tratarem de práticas "abomináveis". Além disso, Bento XVI encorajou a doação de órgãos, mas insistiu na necessidade de que exista um consenso de toda a comunidade nos critérios de verificação da morte de uma pessoa. "Neste âmbito não pode existir a suspeita mínima de arbitrariedade e naqueles casos nos quais não exista uma certeza deve prevalecer o princípio de precaução", declarou o papa. Além disso, acrescentou: "Nestes casos o critério principal que se deve considerar é o respeito pela vida da doadora, e por isto o uso dos órgãos pode ser consentido apenas ante a situação de sua morte real".

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