Papa se reúne com jovens e adverte para consumo insaciável

Na Austrália, Bento XVI também se posicionou sobre a exaltação à violência e à degradação sexual

Efe,

17 de julho de 2008 | 05h54

O papa Bento XVI advertiu nesta quinta-feira, 17, os jovens católicos de todo o mundo para a degradação do planeta, por causa de um "consumo insaciável" e da exaltação à violência e à degradação sexual, freqüentemente apresentadas como um entretenimento pela televisão e a internet. Veja também: Bento XVI se reúne com premier e chefe do Estado da Austrália Papa fala sobre defesa do meio ambiente na Austrália Os comentários de Bento XVI aconteceram durante seu primeiro pronunciamento na Jornada Mundial da Juventude, que acontece em Sydney, na Austrália. O pontífice comentou ainda sobre o meio ambiente, como já havia anunciado quando viajava à Austrália, no último fim de semana. "Estamos descobrindo que há cicatrizes que marcam a nossa terra, como a erosão, o desmatamento, a apropriação dos recursos minerais e dos oceanos para servir de combustível ao consumo insaciável", afirmou. "Alguns de vocês vieram de terras onde a existência está ameaçada por causa da alta do nível das águas; outros vieram de nações que sofrem os efeitos de devastadoras secas (...) a maravilhosa criação de Deus se sente às vezes como algo hostil e até mesmo perigoso por causa de seus administradores", disse o papa. Bento XVI afirmou ainda que esta degradação acontece não só no planeta, mas também no ser humano, "através do álcool, das drogas e da exaltação à violência e à degradação sexual, freqüentemente apresentadas como um entretenimento na televisão e na internet". "Pergunto a mim mesmo se é possível alguém se encontrar com uma vítima de abusos sexuais e explicar-lhe que essas tragédias, no mundo virtual, são consideradas um mero 'entretenimento'", manifestou. O pontífice assinalou que existe "algo sinistro que nasce do fato de que a liberdade e a tolerância estão separadas freqüentemente da verdade". "Isto é alimentado pela noção, amplamente sustentada atualmente, de que não existe uma verdade absoluta que guie nossas vidas", explicou o papa, que afirmou que "as experiências que distanciam do que é bom e da verdade podem levar não a uma liberdade genuína, mas a uma confusão moral e intelectual". Bento XVI também incluiu em seu pronunciamento as posições tradicionais da Igreja Católica sobre a oposição à interrupção voluntária da gravidez. "Como pode ter se transformado em um lugar de violência o lugar humano mais maravilhoso e sagrado, o ventre da mulher?", questionou.

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