Para ONU, Bush ratificará protocolo de Kyoto

Os Estados Unidos não conseguirão manter por muito tempo sua recusa em assinar o Protocolo de Kyoto - que estipula metas de redução de emissão de gases responsáveis pelo "efeito estufa". A pressão da opinião pública americana, a repercussão de eventos como o descongelamento de icebergs e a publicidade positiva conseguida por países signatários do acordo vão conseguir forçar o presidente George Bush a mudar de idéia e ratificar o protocolo. A opinião é do holandês Jan Pronk, que representa o secretário-geral da ONU (Kofi Annan) no Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, que será encerrado hoje no Rio. "Acho que não adianta achar que os EUA vão mudar sua postura até Johannesburgo. Mas no longo prazo isso será inevitável", declarou.Segundo ele, a ONU e os países que concordam com o protocolo têm que continuar "fazendo sua lição de casa", tentando implementar o acordo o mais rápido possível e pressionar países que ainda estão no meio do caminho para que consigam atingir suas metas. Ele mencionou a necessidade de fazer pressão em países como o Canadá e a Rússia. O Brasil já aprovou o protocolo na Câmara e no Senado e agora espera a assinatura do presidente Fernando Henrique Cardoso.O ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, concordou com Pronk. "Temos que colocar o protocolo em vigência e ampliar o isolamento de países como os Estados Unidos", afirmou. Segundo o ministro, o caminho para persuadir o governo Bush da necessidade de implantação de Kyoto é o esforço de mobilização e conscientização da opinião pública mundial e principalmente da opinião pública norte-americana. "Se houver pressões fortes contra a posição do governo vindas de dentro do país, vai ficar mais difícil para o presidente Bush manter sua opinião", disse Carvalho.

Agencia Estado,

24 de junho de 2002 | 18h42

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