Paraguai acusa brasileiros por devastação de florestas

O governo do Paraguai acusou brasileiros como responsáveis de grande parte da devastação das florestas daquele país, por causa da produção de carvão vegetal.Segundo o ministro do Meio Ambiente, Alfredo Molinas, compradores do Brasil vão ao Paraguai e oferecem mais pelo carvão vegetal do que o preço pago no país, e com isso induzem os camponeses a deixarem a produção agrícola para se dedicar à exploração das florestas, em muitos casos sem autorização do Serviço Florestal.Segundo informações do ministério, as matas na faixa fronteiriça estão praticamente esgotadas, o que leva os contrabandistas a comprarcarvão em departamentos afastados da fronteira com o Brasil, como osde San Pedro e Concepción.Molinas denunciou que as autoridades brasileiras não estãocumprindo um acordo bilateral assinado em 1992 para fiscalizar deforma conjunta o transporte de carvão vegetal e evitar o contrabandodo produto.O ministério espera conseguir com a polícia de estradas e a direção de alfândegas o "fechamento da fronteira" com o Brasil para o tráfico de carvão. "Estamos trabalhando com as outras instituições para conseguirque a saída de cargas de carvão seja limitada a apenas um ponto dafronteira, e que se exija a comprovação da origem da mercadoria",afirmou o ministro.Há produtores de carvão autorizados pelo Serviço Florestalparaguaio, mas a falta de um controle de origem possibilita alegalização de qualquer carga que chegue aos controlesAlfandegários.As autoridades paraguaias garantem ter imagens de satélite dasáreas onde há a derrubada de florestas para produzir carvão de formailegal, mas alegam falta de recursos para reprimir essa atividade.O jornal Ultima Hora publica nesta segunda-feira que cada bolsa de 15 a 17 quilos de carvão vegetal é vendida aos brasileiros por 2.300 guaranis(cerca de US$ 0,37), e seu valor pode triplicar em território brasileiro.   estatísticas sobre florestas

Agencia Estado,

24 de outubro de 2005 | 15h48

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