Parlamento britânico quer mais testes sobre transgênicos

O Comitê de Auditoria Ambiental da Câmara dos Comuns, do Parlamento britânico, divulgou nesta sexta-feira um relatório defendendo que mais testes devem ser feitos antes que o governo permita o cultivo comercial de milho transgênico no Reino Unido. Segundo o comitê, há falhas nos experimentos realizados pelo governo que comprovariam o impacto do milho geneticamente modificado na vida selvagem em volta dos campos de teste.Várias pesquisas de opinião mostraram uma forte oposição do consumidor britânico ao consumo de alimentos transgênicos. Por conta disso, o governotem conduzido pesquisas de campo e de laboratório para determinar o impacto desses produtos.Estudos contestadosDepois de três anos de estudos, os cientistas britânicos concluíram, em outubro passado, que o milho geneticamente modificado para tolerar herbicidas não prejudica outras plantas e animais. Por conta disso, o mídia britânica anunciou semanas atrás que o governo aprovaria em breve o plantio comercial do milho.Por enquanto, Londres assegura que os ministros que cuidam da questão ainda não têm uma decisão final, segundo informa a agência Dow Jones.Para o Comitê de Auditoria Ambiental, os testes "foram baseados em comparações insatisfatórias, na verdade, inválidas," e argumenta que o milho foi testado contra um equivalente não-transgênico, no qual foi utilizado um herbicida altamente potente chamado Atrazine.Sem Antrazine"É vital que o governo não permita o plantiocomercial de milho transgênico até que o produto seja amplamente testado contra equivalentes não-transgênicos, sem o uso de Atrazine", afirma o relatório do comitê.Grupos ambientalistas já tinham criticado esse procedimento nos estudos feitos pelos cientistas britânicos, dizendo que o uso de Atrazine em lavouras convencionais (não-transgênicas) produziram resultados favoráveis ao milho transgênico, no qual um herbicida menos potente foi usado.

Agencia Estado,

05 de março de 2004 | 12h21

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